quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Daniel Lannes


Jovem, simpático, educado e muito talentoso, Daniel Lannes é apontado por unanimidade como um dos maiores nomes da renovada pintura brasileira.





Nasceu em Niterói, em 1981. Vive e trabalha em Niterói no Rio de Janeiro. Mestre em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2012. Bacharel em Comunicação Social pela PUC-Rio, 2006. Realizou em 2012 a exposição individual Dilúvio, na Galeria Luciana Caravello Arte Contemporânea.
Em 2011, apresentou as exposições individuais República, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e Só Lazer, na Galeria de Arte IBEU, no Rio de Janeiro. Em 2007, apresentou as exposições individuais Midnight Paintings, no Centro Cultural São Paulo, e SALE, na galeria Choque Cultural, São Paulo. Dentre as exposições coletivas destacam-se: Crer em Fantasmas, Curadoria de Marcelo Campos, Caixa Cultural de Brasília, Brasília, 2013. GramáticaUrbana, curadoria de Vanda Klabin, no Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro 2012. Nouvelle Vague, curadoria de Jacopo Crivelli, na galeria Laura Marsiaj Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2009; Arquivo Geral, curadoria de Fernando Cocchiarale, no Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro, 2009. Painting’s Edge, RiverSide Museum of Art, California, EUA, 2008. Indicado à 10 edição do Programa de prêmios e Comissões da Cisneros-Fontanals Art Foundation (CIFO) 2013. Selecionado para a Short List do livro “100 Painters of Tomorrow”, editora Thames & Hudson, 2013.
Contemplado com o prêmio FUNARTE Arte Contemporânea, 2012. Indicado ao Prêmio PIPA, em 2011 e 2012. Ganhador do Prêmio Novíssimos do Salão de Arte IBEU, Rio de Janeiro, 2010. Bolsa de residência artística no The Idyllwild Arts Program Painting’s Edge, California, EUA, 2008. Bolsa de estudos de 1 ano na State University of New York / Fine Arts Department, em 2004.

Em entrevista a Daniela Labra, Daniel cita os artistas que o interessam.


Labra – E as tuas referências como artista? Quais pintores você acompanhou e acompanha no momento? Por que te interessam?

Lannes – Hoje em dia tem o John Currin, que eu acompanho já há alguns anos; poderia citar o Eric Fischl que é um grande contador de histórias da sociedade americana e um pintor por excelência; poderia falar de Albert Oehlen, que tem uma narrativa mesclada com questões da pintura abstrata; o Daniel Richter que é um artista que gosto tanto da pintura quanto dos temas; o Adrian Gheine, um pintor bem novo, romeno, com uma pintura e um tema bem interessantes. Mas, como falei, eu tenho um lado anacrônico – na pintura não tem como não ser anacrônica, você está sempre com fantasmas do século passado te rodeando – então eu olho muito para Delacroix, por exemplo, para a pintura de Jacques-Louis David, quem eu acho que de alguma forma é pai da pintura figurativa brasileira. Pelo menos eu consegui chegar nesse caminho louco por que, se Debret era assistente do David, e o Debret veio ao Brasil fundar a Imperial Academia de Belas-Artes, nós temos então o dedo do David na nossa formação embrionária. Então eu hoje consigo pintar e me sentir pertencente à escola neoclássica ou pelo menos oriundo dela, de alguma forma meio bastarda! Eu olho muito para os pintores românticos, o Caspar David-Friedrich; o Ingrès, pintor neoclássico, pela elegância; Manet, sem dúvida, é um monstro, Tintoretto, pela coisa delirante, pela crônica, pela forma de conseguir trabalhar o tema e a pintura de um modo planar muito inteligente, que se afirma como pintura e como história, Ticiano, por toda a elegância e sensualidade com a qual ele impregnou a pintura. Poderia falar de outros, mas esses são os que eu olho muito.
É representado no Rio de Janeiro pela Luciana Caravello Arte Contemporânea.




Safesex#2. 150x220cm 2007.
Dramas e Abstrações 40x50cm 2008.


Gignard with Lazers 50x60cm 2009.
Exporta 150x200cm. 2010.


Tradição, 2011. 150x250cm.


Área Vip, 2011. Óleo sobre linho. 40x50cm.



Tropical Tourists Zombies. 185x135 2011


O Marechal, 2011. 40x50cm.


Família de Fuzileiro, 2014. Óleo sobre linho. 155x205cm.



A Francesa, 2014. Óleo sobre linho 185x135cm.

A Dúvida do Imperador, 2014. Óleo sobre tela. 185x140cm. Foto: Felipe Berndt.



Centaura, 2014. Óleo sobre linho 160x140cm.


Pra Frente Brasil, 2014. Óleo sobre linho, 185x240cm.


An Indian Dresing an Italian Suit, 2014. Óleo sobre lona. 210x160cm.


Autorretrato Vestido de Noiva, 2014. Óleo sobre linho, 190x127cm.


Exílio II, 2014. Óleo sobre linho 200x150cm.
The Heart Tattoo, acrílica e óleo sobre linho, 135x165cm.

A Família Imperial em Interior Exótico, 2015. Óleo sobre tela. 80x100cm Foto: Felipe Berndt.


Amor Livre, 2015. Acrílica e óleo sobre linho 140x170cm.


Vida Dupla, 2015. Acrílica e óleo sobre linho 160x160cm.



Amasso, 2016. Óleo sobre linho 70x70cm.



Sem título, 2016. 


Aposentos do Rei, 2016. Acrílica e óleo sobre tela 50x70cm.


Sem título, 2016. 


Da esquerda para a direita: “Dança do Poder”, “Jet Setters” e “Descanso na Galeria Baró. Fotos: Felipe Berndt.


Possui obras em coleções públicas tais como: MAR ( Museu de Arte do Rio de Janeiro); Instituto Figuereido Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; MAM RJ ( Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). Dentre as coleções privadas destacam-se: Cleusa Garfinkel, São Paulo; Marcia e Luiz Chrysóstomo, Rio de Janeiro; Maria Cristina Burlamarqui, Rio de Janeiro; Vik Muniz, Rio de Janeiro; Mariano Marcondes Ferraz, Rio de Janeiro; Zeca Camargo, Rio de Janeiro; Roberto Muylaert, São Paulo.

Fonte: www.daniellannes.com

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Nelson Leirner




Ao Mestre com carinho.

 Nelson Leirner (16/01/1932-)    Nelson Leirner possui uma obra marcadamente política, na qual os traços de humor e corrosão crítica caminham juntos. Uma visualidade pop permeia todo o caminho contestador da obra de Nelson Leirner. Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estudou engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç (1927 – 1984) em 1956. Freqüenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor (1907 – 1971), em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee (1931), Geraldo de Barros (1923 – 1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975, a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Texto Galeria Silvia Cintra.
Participou das Bienais do MercoSul,  de São Paulo, Tóquio e Veneza. Ganhou o Prêmio J. Walker e o Prêmio Bravo, 2012. Foi professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2012, retrospectiva no SESC e individual na Galeria Silvia Cintra Box4. Em 2014, exposição individual na Galeria Silvia Cintra+Box4 e  no Museu Fundação Eva Klabin, RJ, Projeto Respiração. Em 2015 individual na Galeria Vermelho, S.P.   Suas obras estão nos grandes museus e nas melhores coleções do mundo. O artista vive e trabalha no Rio de Janeiro e é representado pela Galeria Silvia Cintra + Box 4.  A Instalação Adoração/Roberto Carlos foi exibida  no Museu de Miniapolis, 2015. Foto Marcos Pinto. 




Por de Sol, 1962. Museu de Arte Moderna, RJ


Que Horas São Dona Cândida? 1965. Coleção particular.




Cadeira e Tronco. Série Matéria e Forma, 1966



 O Porco. Série Matéria e Forma, 1966. Pinacoteca do Estado de São Paulo.


Matéria e Forma, 2009. O porco virou presunto ou o presunto que acompanhava o porco havia desaparecido e foi reabilitado na nova obra. Trabalho apresentado no Itaú Cultural, SP. Projeto Ocupação.


Desenhos Feitos em Cadeira de Balanço Assistindo Televisão, 2007.MAM, RJ.

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Trabalho feito em cadeira de balanço assistindo televisão, 1997 caneta sobre papel, 84 x 79,5 cm 
Polêmica caracteriza sua obra. Uma série realizada com intervenções sobre fotografias de crianças da artista Anne Geddes, exposição no MAM,RJ, foi proibida por um juiz de menores, alegando ser obra pornográfica e pedófila. Grande reação foi feita pelos artistas e público e os trabalhos puderam continuar em exibição. Trabalho feito em cadeira de balanço assistindo televisão, 1997 caneta sobre papel, 84 x 79,5 cm 





Adoração, 1966. Coleção MASP, SP


Adoração. Roberto Carlos, 1966. Detalhe. Coleção MASP,  SP


 Homenagem a Fontana. 1967. Apresentado na Bienal de Tóquio. Prêmio de aquisição para a coleção da embaixada. O embaixador recusou  exibir o trabalho.

Esporte é Cultura,1975. 22 uniformes de tamanho exagerado. Foto Marcos Ribas. Blog Cesar Giobbi.






Romaria, 1999. Coleção particular



A Primeira Missa, 1999


Missa, 2000.



Romaria em 3 partes, 2003. Coleção particular.



Sem título.  Série: Assim É Se Lhe Parece, 2003

 
Era uma Vez.... 2006. Galeria Silvia Cintra+Box 4.


Sinfonia Hilariante, 2007.


Jornal do Não Artista, 2007. Coleção do artista.


Branca de Neve e os Anões, 2008. Coleção particular.


Ping Pong, 2008. Coleção particular




Vestidas de Branco, 2008. Instalação Museu da Vale, Vila Velha.


Série Sotheby's.



Série Sotheby's.



Série Sotheby's, 2008. Poligrafa,







Javali Voa, 2009. Bienal de São Paulo. Foto Odir.



Casamento Basco, 2009.



Homenagem a Mondrian, 2010.


Detalhe da instalação Hobby Um, Nenhum, Cem Mil, 2011. Coleção Liliana Leirner,


Yes, Nós Temos Banana, 2011.


Busto Pica-pau, 2010


 Exposição na FIESP, SP, 2011.


O Anjo Exterminador, 1984-2011. Galeria Silvia Cintra + Box4, RJ.


Série Clonagem. Exposição 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, 2012. Museu Oscar Niemeyer, Curitiba.


Eu e Manet, 2011.

Santa Ceia, 2011.


Reprodução das Flores, 2012. SESC, S.P.

Busto Simpson, 2012.

Lo(te) Bienal do MercoSul, 2012. Porto Alegre.


O Preço da Arte, 2012. 

Colar, 2012.


Cem Monas. 2012. Exposição na Galeria Silvia Cintra+Box4, RJ.






Cem Monas. 2012. Exposição na Galeria Silvia Cintra+Box4, RJ.




Paletó com Cabeças, 2012.




O Grande Baile, 2012. Miami Art Basel. Galeria Silvia Cintra + Box4.


Futebol, 2012, MAR, RJ.

Santa Ceia, 2013



Maracanã, 20032014. Futebol: The Beautiful Game. Los Angeles County Museum


Poster Oficial da FIFA para Copa do Mundo de 2014, 2014. Múltiplo.


Sem título. Série: Homenagem a W.K., 2014. Galeria Silvia Cintra + Box4, R.J.


Sem título. Série: Homenagem a W.K., 2014. Galeria Silvia Cintra + Box4, R.J.


Nossa Casa, Minha Vida, 2014. Fundação Eva Klabin, R.J.


Nossa Casa, Minha Vida, 2014. Fundação Eva Klabin. Foto Mario Grisoli. Revista Vogue.




Rex Time e Grupo Rex Foto Fernanda Lopes. Bienal de São Paulo, 2010 e livro de Fernanda Lopes.



What’sWhat and Who’sWho? 2011. Miami



Instituto Tomie Otake.


Beuys e Bem Além - Ensinar Arte, 2015.  Instituto Tomie Otake.



Eu e Damien Hirst, 2015. Galeria Vermelho, S.P.







Exposição na Galeria Vermelho. Traduções dos Outros e de si mesmo, 2015




Com o inseparável Dog. 






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Maurizio Cattelan

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